domingo, 16 de setembro de 2012

Triste realidade numérica

1, 2, 3... infinito
Sinto, logo racionalizo. Estou aprisionado ao paradigma lançado sobre mim para formar um amalgama.
Acredito com tanta certeza e veracidade, que até penso que sinto e sinto que penso. Sinto as palavras e métodos como se fosse o vento, a luz, a água. Doce realidade, até parece que é doce.
Vejo, quero, experimento, sofro... Quase nada, mas se penso... Ah!, então encontro o caminho, a verdade, portanto, desvendada. Entre incógnitas, símbolos e sensações o tempo passa, mas o paradigma permanece, e de fato, nem se sente... Tudo lançado sobre mim, prosas, versos, sonhos, incertezas e muitas dúvidas, contudo, sinto, logo racionalizo... Pairando em fetiches teóricos, eu vou ... triste realidade numérica : 1, 2, 3... infinito

domingo, 2 de setembro de 2012

Representações Sociais


Auto-retrato do artista - Courbet

Dê-me esse objeto, por favor,
Me dá uma água, aê...
Sente-se e preste atenção, só vou dizer uma vez!
Ah, desse jeito vou me apaixonar por você  :D
Por favor, pare de estupidez!
Viver é simples, é natural, é quase um fluir...
Representar, o quê ? Quem está fazendo isso agora ?
Courbet
Eu, Você, Eles.... Mentira, Isso é apenas uma grande mentira...
Por favor, Quando se referir a mim, seja mais objetivo, Não sabe agir assim ?
... E o mundo gira, e as pessoas atuam, E os atores representam, e a vida acontece...
Quanto amor, medo e ódio existem em mim, acho que preciso Postar um pouco mais minha voz, VOZ!
Brilho, meia luz, escuro, claro demais.... Por favor um pouco menos de luz, ela está excessiva nesse papel...
Mas porque tanto amor, meu bem, porque tanto ardor, porque tanto viver... porque a vida é assim!
Doce meia realidade, o seu outro lado é ainda mais um close que um sentir, ou é realmente o contrário ?
Deixe-me só, por favor, preciso pensar sobre meus sentidos, sentimentos, formas de agir, quanto e quantos papeis, escritos com letras, em um outro lugar perdido no mundo....

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Pacificação Legitimada


Pacificadores, homens da lei..
Legitimados, vestidos de ideais,
Sorrindo em outdoors, aparentemente pacíficos, amigos, confiáveis,
Mas não é bem essa a realidade... Principalmente pra quem está na zona vermelha,
Zona vermelha, zona dos esteriótipos, zona dos maus, dos torpes, dos narcóticos,
Propagandas de tranquilidade, práticas de impunidade,
Armas apontadas para quem representa perigo social, o que é ensinado nas escolas e cobrado com armas,
Modos de viver, de consumir, de aparecer, de reluzir nos ares do ideal, do demarcado,
Pobres marginalizados, Transgredidos por representarem perigo,
Perigo a quem, a si mesmo? Sim! Já sabe até o modo de se vestir, tá tudo prescrito,
Câmeras nas ruas, casas "protegidas", representações garantidas...
Sonhos comprados com armas, dores pintadas de vermelho, ruas fechadas de medo,
Zona triste, chega dá medo, caras taxadas para morrer, caso não dance conforme o movimento ...
Estamos cada vez mais protegidos de nós mesmo, acostumados com sustos, prontos pra denunciar
mais uma impunidade para, enfim, a paz reinar...
Sorrisos nos rostos...
Disfarces perfeitos para o povo,
Pacificando as ruas, purificando as esquinas,
Comunidades atendidas, estendidas, vigiadas, protegidas, disfarçadas,
Ofendidas, taxadas, felizes, pacificadas,
Eu vi nos outdoors, agora nos sentimos protegidos,
Do vizinho, do amigo, de mim mesmo, mas nunca do governo...
Pacificadores, homens da lei...

domingo, 5 de agosto de 2012

Perdidas fagulhas de ti

Quando você sorriu, vi o sol se abrindo
Quando você virou pra mim, senti as fagulhas de fogo,
Quantas fagulhas perdidas de ti, perdidas no ar
Quantas delas me inundaram de ti,
Com você Tive viagens 1000, andei na velocidade da luz...
Quando você sorriu, vi fagulhas de ti...
Fagulhas ardentes, fagulhas da doce liberdade, fagulhas em segundos velozes..
Perdidas fagulhas de ti,
Meu bem, que doce impulso...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

olhar disperso


Passa pelas mil e uma possibilidades,
Foca onde a imagem está borrada,
Estranha o mais simples gesto,
Contempla a disparidade,
Congela ali, bem ali, onde mora a pequena forma,
Nada de absoluto, apenas a pequena forma,
Aquilo que não se traduz e nem se quer traduzir,
Perdido olhar, quase que despede-se do único momento,
Da adeus a um exato retrato,
Apaixona-se pelo segundo,
Desfaz-se no movimento,
Como uma lente quer capturar o foco,
Olhar disperso, mirando o inusitado!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O caba que encontrou umas lente na estrada...


êh cumpade, disse o caba, eu achei umas lente antonte,
Botei nos zói e vi umas coisa embaçada,
Mei turva, mei disfocada, 
Meu mundo entonce virô uma estoria errada,
Vi muleque andando doido, vi cor misturada,
Coisa Borrada! Parecia inté con-di-fada,
Fui no concertadô de lente e entoce ele me disse
que aquela não sirvia pra mim, tu visse ?
Logo agora que tava custumado a ver o mundo assim,
Coisa estranha essa doidera de lente, cumpade, diga pra mim ? 
Mó de ver melhô, tirei as lente embaçada,
Fiquei só com as armação, era de uma marca assim, das importada,
Cumpadeeee! Eu num sabia que meus zói era tão bom,
Agora  que da lente do zoto me larguei 
Vejo o mundo com as estoria que eu mermo criei,
Sem a lente do zoto vejo meus gosto,
Pois é, cumpade, vou seguindo meu caminho,
Lente de estrada é coisa engraçada,
Na hora fica até bunito, mas a enxaqueca é apressada,
Me dexe ir agora, porque tem monte de coisa pra fazê.
O mundo livre, pois bem, é assim que eu gosto de vê!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Semântica

No dia em que se distorceram as palavras por belos discursos, alguém  apoderou-se dos seus sentidos,
O que era azul ficou roxo e enfim  fez-se vermelho, da cor do sangue,
Mas o azul celeste tornou-se vermelho cor de Sangue ?
No dia em que a palavra respeito confundiu-se entre outras semânticas,
Ah!, quase tudo se perdeu, Imagina se o verbo respeitar fosse apenas na medida do meu o do seu querer ?
Que faríamos nós, morreríamos ou mataríamos de tanto querer Respeitar ou querer Ter o respeito.
Ainda bem que Essa palavra não cabe em um saquinho de doces, Seria um perigo em certas mãos sedentas...
Ao que me parece algumas palavras fazem sentido a nível relacional, mesmo que muitos por ai queiram manipular sentidos,
Creio que algo anterior ao ponto de vista individual  existe em certos conceitos, como:  respeito, solidariedade, afinidade...
Quando vamos deixar a fase egocêntrica das crianças, fase de querer todo o doce de um pacote só para nós mesmos ?
Respeito é relacional, é um caminho de duas vias, é antes de ser discurso vazio ou direcionado, algo que está na imagem do outro, na face do outro.Imperativo! Então pare de esperar por mim, RESPEITE-me. Pare de querer me ensinar a ser do seu jeito, Não, eu não quero isso! muito obrigado!
De que mesmo eu estava falando ? Ah, desculpe-me, Era sobre a Semântica das palavras...