segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Já não sei



já não sei se...
Já não sei por onde...
Já nem sei de ti...
Já nem sei se quero,
Já não sei se chamo-te,
Já não sei se sinto,
Já não sei se resgato aquela vontade,
Já nem penso tanto naquelas músicas,
Já não quero mais misturar sua cores,
Já nem sei se falo,
Já não sei das cores, 
Já nem sei se...

Minha voz já estava ecoando...
Eu já nem te percebia,
Uma voz faltava no meu sonho,

Bela lembranças talvez me sirvam, 
Eu já nem te percebo, parece que fostes embora, fostes ?
Me diga qualquer coisa sobre nós...

                                  Já  não sei... 
                                                             Sobre nós... 
                                                                                        Já
                                                                                              nem
                                                                                                      sei...




terça-feira, 13 de agosto de 2013

Fuxico no ouvido:



Som de mar é que nem fuxico no ouvido,
Não tem como não gostar...
chiado sussurrado, segredinho miado
Parece fuxico de amor ao pé do ouvido:
Meu bem, ei, meu bem... vou fazer um fuxiquinho baixinho assim,
no seu ouvidinho...
Barulho de mar...
fuxico no ouvido...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O véu nos teus olhos

Ontem eu vi nítido o véu em teus olhos,
Parecia de um tecido fino e as vezes translúcido,
As intenções eram duas, preservar-se e revelar-se...
Que faria eu senão observar o teu movimento,
As vezes nos vejo assim, afinados, mesmo sem palavras,
Como se tudo estivesse ali posto, e não estava ?
Mas usas o véu, não sei se por me ver seguir o seu olhar,
não sei se por não poder ainda mostrar-se, por preservar-se, Por me hipnotizar, Cleópatra...

Quando te vi na roda dos delírios e sorrisos me preocupei,
Quando não me preocupa seu bem ?
Seu bem é meu bem,
Te vi ali em frente ao desconhecido,
Tive o medo dos que cuidam, Mas percebo que és onde queres, e nada posso te ser quando eres tu.
Mas era você que vivenciava afinal,
Atravessou a porta e sentiu...
Meu coração apertou quando não pude segurar sua mão,
Acredite, nem eu sabia que me preocupava tanto...

Fui seu, você bem sabe, conhece meu olhar,
 Me excedi, como fazem os apaixonados,
Me misturei no castanho que quando sorri se enche de lagrimas,
Por quem, porquê... não sei, mas isso me deixa inebriado
E você bem sabe....
As vezes leio poesias por tras do véu,
Poesias sem fim, poesias em castanhos ensolarados,
Poesias nos fios anelados, Poesias sem som,
E as vezes mais sonoras que um estrondo,

Acalma-me o coração com os olhos,
Já que tens o poder de disparar cada centimetro de mim,
Da-me um pouco do oléo da oliveira,
Da-me um pouco do riso das tardes infinitas,
Da-me o que queres que eu estou aqui,

Não sei se me desestabiliza para me curar,
Ou por cativar-me,
O que queres Nefertiti, o sol ?
Eu ví, meu bem, rainha das oliveiras,
A semente do óleo que me cura está aí,
Assim como o nascer e o por-do-sol,

Quando vejo, por segundos,  atrás do véu,
Sorriu, encanto-me, fico entorpecido...
Banha-me com o sol castanho,
Enrola-me nos anéis de saturno,
Deixa-me ver mais de ti,

Ví o véu nos teus olhos... Vi o espelho dos seu olhar,
Uma beleza estranha, uma mistura egípcia e árabe, como o esplendor das oliveiras...
Decifro-te...
Ou me devoras ?

terça-feira, 2 de julho de 2013

Pensando... Passando...

...Pensando...Passando pela dor....

Da pedra ao diamante, em meus olhos
Do bruto ao lapidado, em seu sorriso
Da nota à musica, em sua voz
Tudo é ao mesmo tempo, em nós...ou apenas em mim...
O tempo do momento, é presente, passando...
O momento,  Existe
....E seu olhar brilhando,
Seu retrato em meu pensamento,
Um Amor, uma ilusão, um adeus...

... Por uns segundos na madrugada...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Futuro do pretérito... Subversivo sintático, novo semântico...


Meu intimo condicional, Ser ia
No futuro e no pretérito, presente.
Com um imperativo seguido do não feito, Ser e ia...
Como, Ser ia, ficar ia, far ia, amar ia, viver ia, a vida contigo... Imagino...
Viver ia um delírio linguístico: namorar ia no mar uma Ser e ia... morar ia em mar... ia na praia morar a nova semântica... Pensar ia um delírio a beira do mar... ao soar do som do mar em meu ouvido... som de espumas...
Eu tentar ia fragmentar os edifícios fixos criados em meu corpo escrito. O verbo morar, subverter ia no futuro do pretérito. Reconstruir ia, então, uma nova casa do meu jeito para melhor me olhar e me enxergar na ação, no amar, no morar, no ser...
A mar ia na beira da praia... Viver ia à beira-mar
O verbo é e ser ia com o bom e o belo... a possibilidade, o sim e o não.
Para o Mar ia na espuma me banhar: chegar ia, dissolver ia, sumir ia dentro do mar... E novamente voltar ia... Livre como uma onda.
Se na possibilidade do verbo amar... pudesse eu mudar a semântica, o faria..
E a mar ia na praia, na areia, em qualquer lugar quanto possível, viver ia a possibilidade da Morada ao lado do Mar, sentindo cheiro de Mares ia. Juntar ia essas palavras em sonoridades... Convidar ia um par a uni-se a mim em um namoro semântico.
O verbo amar poder ia em nosso mundo ser um artigo, a, e um substantivo, mar, e o sufixo pender ia para o não tirar a possibilidade da ação.
Se amar é uma ação, então eu o faria no presente de fato, na ação, e não apenas no futuro do pretérito, pois esse nada mais é que uma ilusão no presente... Então separar ia o sufixo e viver ia a ação. Eu  amar ia morar na praia, num paraíso, em qualquer lugar com a nova semântica...
Mas o amar não quer se largar de um artigo para ser mar, se o fosse, mar, ter ia outro sentido e eu juntar ia  o sufixo a uma preposição feminina... Formar ia o substantivo, apenas um substantivo escrito de diversas faces e lugares semânticos, eu sei. Incrível como as palavras podem ser tão sensitivas a quem ouve... A uma me aproximo em pensamento. A sua beleza é como a das flores e dos sorrisos... Deliro em sentidos, em meus sentidos e construções... No Latin uma junção, no grego um feminino, no hebraico um outro sentido... Quantos sentidos possíveis eu encontraria em um único substantivo próprio? Meu coração logo procurar ia um adjetivo e um verbo para formar uma frase... Faço-te e percebo-te nessa semântica.
Mas nada disso me resta, apenas o não ser, para amar.Vestido eu fui de sintaxes impostas por Outros em modos de viver, fixos e imóveis, sintáticos. Mas subverti e fiquei nu, semântico em mim mesmo, em auto-imagem rearrumada com minhas disposições.
Subverti a sintaxe para fazer-me ser em mim mesmo, a arte, o outro e meu olhar em EU... sei que isso soa mal, dever ia ser "em mim" pra fazer-se esperada à sintaxe, o juízo.
Eu, então, sou. Sou o mEU intimo condicional, criando uma nova disposição junto à ordem.
No pretérito, por um momento, quem sabe, já fui. Mas no futuro me restou o triste lugar vazio... Pois estou no presento, EU sou!
No presente eu me afirmo, EU sou, e subverto os outros  para viver o imperativo: amar a mim e depois ao outro como a mim, um movimento de autoconhecimento e outro de relação... Me vi de fora e voltei, refiz a casa. Aprendi a ser sintático, também posso saciar aos outros e às regras por conviver, mas não por viver em todo.
Mas não quero ser um imperativo, pois nada quero de imposição ao substantivo que é por si, o nome.
Quero apenas o presente de poder ter o nome junto ao meu e um caso eterno de amor... nas palavras fluidas e transparentes como o  mar. Em mar ia na água me banhar, me dissolver, ser a língua dentro da semântica...
Contudo, resta-me a tristeza dos fatos, a melancolia nas horas, a inflexibilidade da sintaxe e do dito inscrito em ti, formalidade... Mas respiro, me reconheço, reelaboro semânticas.... E  eis que o presente é novo...
Quer ia eu subverter o futuro do pretérito e formar um inexplicável. Quero andar criando um novo compreensível... Eu e Tu. Então o nós.
Ah, então Eu ser ia teu, Tu sereia minha: um sonho bom... o meu nome e o outro nome, unidos, singulares, anônimos em um sonho semântico... Um lugar onírico com delírios do imperativo amar. Subverter ia mos não por si só o fazer, mas para construir um lugar chamado: Amar.

domingo, 5 de maio de 2013

"Barrados no Baile", música, humor, comes e bebes...

Contenha-se: castração... O público estava um pouco desorientado, disperso, ou outras coisas...
Por favor, vamos tentar manter um diálogo, diziam os cantores à plateia. Meus olhos tornaram-se atentos logo. Enquanto isso a música tocava. Eu estava alí presenciando a música, eu gosto de música...
A música era de boa análise, de boa sensibilidade, tendenciosa, mas qual delas não o é?
Só que ao meu lado, ao lado do meu acento surge o inusitado gritante. Ao lado sempre acontece algo inesperado: logo apareceram os fantasiados e fantásticos...
Desculpe-me, o humor é sensivelmente contagiante... Fui barrado, mas logo contagiado novamente...
As imagens eram fortíssima, tentei até não olhar, mas elas Gritavam... OLHEEE...
O humor às vezes é tão sério, tão preciso, tão ingênuo, e às muitas vezes mora ao nosso lado.
Novamente fui barrado. Tentei mais uma vez ouvir a música, mas os transeuntes eram fantásticos,
Fantásticos, fantásticos... Uma obra prima de humor, tentei me segurar, mas não consegui.
Como uma criança que ama um bom humor, eu gargalhei, tinha personagens alí, tão ... caricaturais e distintos, e medonhos, e precisos, e ferozes, e mansos, e domesticados, e amáveis, e sonhadores, e mentirosos, e verdadeiros, e tão cheios de si e de expectativas de si que me despertavam paixão aos olhos.
O momento é tão rico e tão singelo. Um momento dentro de um momento, uma lambança de figuras em planos diversos, dinâmicos, indizíveis, sonoros, corpóreos, instintivos e quase nus...É isso, quase nus... Um baile à romana, com personagens gregos num senado... não, não, seminus, Meu Deus, quem vestiu essa gente? Eu pensei...
O humor é algo quase instantâneo às vezes, mas nem sempre, principalmente em bailes que a mesa de comidas e bebidas está tão acessível... Transeuntes amam " fazer uma boquinha", mesmo quando estão de costas para os apresentadores, músicos ou atores... Olhe, eu pensava, os transeuntes mastigam e nem ouvem a música, alguns até pedem o microfone para falar sobre qualquer coisa, que humor caótico, que humor genuíno, que coisa fantástica... Que coisa boa, pensei.
Mas uma hora tive que ir embora, não por conta da música, mas porque já era a hora dos autógrafos e perguntas desmedidas. Aprendi e me divertir naquele lugar, que era sério e baile ao mesmo tempo, como todos os dias em lugares distintos. Essa última frase, mesmo que pareça, não foi de humor! Aos cantores, muito obrigado pela melodia. Aos transeuntes, obrigado pelo bom humor.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Gabriela me convidou...

Gabriela me convidou para brincar, brincar de amor, brincar de amar...
Ah, gabriela com olhos enfeitiçadores e ingênuos, Ah Gabriela... Ah gabriela, menina morena,
Com sorriso dengoso, e também com sorrisos de canto de boca, que delícia, que maldade...
Gabriela me chamou para brincar de amor, fechei os olhos segui, voltei, parei, pensei, não pensei...
gabriela me brinca e me deixa brincar, ah Gabriela....menina mulher, as vezes parece que nem sabe o que quer.
Ela me chamou: " vem, moço bonito", me convidou,
Êh, gabriela, beijo de cravo, suor de canela...
...
Gabriela me convidou para brincar, brincar de amor, brincar de amar...