terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Uma invenção do amor


Algumas palavras bonitas num papel
Uma estrada com uns planos
Uma tela e umas pinturas
Um sorriso lindo e um olhar tão doce, Como se fossem reais
Uma invenção
Um conto com algumas poucas palavras
Uma forma de acreditar que existe algo, na verdade
Uma invenção,
Uma despedida,
Uma espera ansiosa,
Umas sensações,
Uma quase verdade,
Um quase sorriso,
Uma invenção,
Um jogo de espelhos e uns punhados de cores,
Um anuncio dentro da própria vontade,
Um avesso,
Um contrato,
Uma necessidade de amar,
Uns poemas rasgados no final das contas,
Uma invenção do amor.... de você....

Em silêncio :




Sou quem não diz o que é preciso,
Quero a luz que torna visível o amor,
Sinto o amor e calo, mesmo querendo Cantar, contar, verbalizar o que meu corpo já reconhece,
Porque não sei escrever o que sinto ?
Calado, estou explodindo onde o sangue corre,
Dizendo pra mim mesmo o que não diria alto,
Sendo Um outro quando deveria Ser aquilo que sinto,
Fico só, penso, penso novamente, esse querer não sai de meu pensamento,
Guardo esse silêncio que me despedaça por dentro,
Mantenho esse contrato que me faz não dizer o que penso, nem ser o que sou
Eu te amo, mas não sei o que é o amor,
Eu apenas sinto e finjo que tudo não passa de uma ilusão dentro de mim.
...
Onde e quando te criei dentro de mim, como te pintei no quadro de minha vida ?
Porque você faz tanto barulho dentro de mim, Porque sinto coisas esquisitas dentro de mim ?
Porque não sei dizer tudo isso pra você, porque penso tanto em você ?
Porque você tem o poder de me fazer feliz ?
Porque rouba minha liberdade ?
...
Então o que resta de tudo isso é o silêncio!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Uma mulher e seu espelho



Eu me amo, eu dizia, eu olhava e me via, pensava que via.
Eu me chamo querer, Querer o que todos querem, com orgulho.
Eu digo palavras caricaturadas, contudo amarguradas.
Minha  fala quando revela-se realmente do ato, surpreende-me. Eu sou outra,
Aquela sem espelho, Triste, Feia, Carente, Desprotegida,
Sou eu, pequenina sem o meu espelho,
Sou aquilo que sou, reconheço. Mas por hora nego o que sou para ter aquilo que me foge as mãos. O amor ?
Encontro o conforto, atenção e carinho, Sorriu, Com um lindo sorriso cor escarlate.
Meu espelho deveria ver meu lindo sorriso, minha alegria, meu prazer. O mundo misterioso que tenho quando estou com meu  suspiro pela liberdade, ou ao menos o desejo por ela, minha amante e também amiga.
Eu por vezes fico submersa em minhas angustias,
Eu me faço objeto de um espelho imperativo,
Eu que te amo e me reconheço sem espelhos, mas não consigo deixá-lo, Pois sei que o amor-espelho é belo, é vazio, é esplendido, é ausente, é compreensivo, é indiferente, é o virar de meu rosto derramando uma lagrima escondida em mim e o quase imediato revirar um sorriso fingido com lagrimas presas e enxugadas pelo meu orgulho.
Eu, uma mulher com um espelho e um sorriso escarlate.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A alma das palavras


http://www.pipocadebits.com/2009/07/impressionante-arte-na-fumaca.html


Elogios são bons, assim como sorrisos, podem ser de alma para alma,
Sorrisos são lindos como "lindos sorrisos" impregnados de arquétipos ...
Almas são livre e fluidas, transpassam os dedos e os olhos que cortam como navalhas,
Almas são leves e soam da mesma boca que pode moldar o intencional,
Como aprisionar a alma das palavras ?
Como fingir o que o corpo quer falar, imperativo assim como o desejo.
Ainda tenho a alma de tudo o que escreves em mim, 
Tive o que foi transcrito.
Terei letras soltas para colocar na vida. Mas ainda assim elas serão etérias, como fumaça branca e transparente na tela da realidade,
A alma das palavras, somatizadas em mim são como a alma dos sentidos!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O sacrifício necessário

O voo foi apenas uma tentativa de aprender a voar, mas não houve volta
O desejo de não voltar foi maior do que o desespero por querer estar preso a ti, mãos acorrentadas.
Então voei e voei, e quando pensei em ti já estava longe demais. Então sacrifiquei o teu desejo dentro de mim, tornei-me EU Mesmo.
A tua voz, voz que acariciava, distanciou-se
A perda revelou-se em paciência
A espera acordou o sentir por dentro aos poucos
O sentir demasiado precisou ter paciência
Aquele amor conflituoso foi apenas um processo, um corpo para o sacrifício
O processo, amor, ainda é vivenciado em minha asas, enquanto a pressa foi-se embora. Foi necessário !
Hoje espero mais, deixo o sol se por em horas a fio e fico atento.
Quando o gosto chega ao meu paladar sinto e saboreio aos poucos.
O sacrifício de ti foi necessário para descobrir quem sou EU,
Aquele eu escondido, com letras miúdas, aquele eu não pintado,
Aquele eu ansioso e quase desesperado por ti.
Hoje eu aprendi a aceitar o tempo e também descobri que o sacrifício foi necessário.
Reconheço-me e tenho paciência. Teu amor foi verdadeiro, foi no seu tempo.
 E hoje sou Eu, a vida e o presente!
Peguei-me no voo e Tornei os ares, Sem aquelas mão sedentas por minha liberdade!


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Quando as bocas se encontram


Quando não se pode negar ,
aproxima-se com a boca entreaberta e ...
Então as bocas sedentas se encontram meio que indecisas,
Deliciam-se, misturam-se as saliva, as línguas, tudo vira uma grande loucura, doçura !
As palavras em volta se confundem: espanhol, chinês ou português... Nada se compreende direito,
Quase um conto de fadas da china...
Onde uma faísca  acende a lamparina,
Enquanto o mel derrama da boca e a outra procura,
as línguas esquivam-se, embolam-se,  provocam-se,
em Si, quase dizendo sim, não fosse todo o esforço por se perder na boca de outrem.
Alguém que faz uma coisa louca com a boca,
Uma delícia,
malícia,
Coisa maravilhosa que vicia, a tua boca Macia,
Boca que tem uma saliva quente e doce,
Boca suculenta que quer ser devorada,
molhada, sugada,
Boca,
A tua boca, uma delícia....
Queria entender o que existia em minha volta, Por um segundo tudo parecer estar fora do ar,
falta de ar, e tudo volta a se beijar novamente, Quase um conto de fadas da china, menina,
Boca intensa ardente me beija, e tudo fica em silêncio

sábado, 3 de dezembro de 2011

Tinta na tela


Tinta na tela, pele branca riscada de tinta preta,
Tela pintada de escuro no olhar,
Boca macia e indecisa,
Boca marcada de batom quase apagado,
você desenhada em sombras e eu me deliciando na sombras e sobras do seu mistério,
Imaginando (...) Beijo que encontra a boca depois do rosto tocar (...) Coisa remexendo dentro da barriga,
Coisa que você me faz...

Você aí deitada, pensando
Você aí pensando em viver ou se despedir,
Enquanto isso a sombra maliciosa cobre seu corpo e meus olhos aqui, curiosos, mirando os teus pintados...
olhos demarcados, boca pintada, sorriso de quem gosta de ser mirada...
E eu, aqui, querendo ser com você.

Minha tela pintada de realidade.
Minha arte desenhada na pele nua,
Minha musica que insiste em sair da inspiração,
Você, minha sensação de está quase completo.
Você, tinta na tela, e eu aqui, diante de ti...