quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A alma das palavras


http://www.pipocadebits.com/2009/07/impressionante-arte-na-fumaca.html


Elogios são bons, assim como sorrisos, podem ser de alma para alma,
Sorrisos são lindos como "lindos sorrisos" impregnados de arquétipos ...
Almas são livre e fluidas, transpassam os dedos e os olhos que cortam como navalhas,
Almas são leves e soam da mesma boca que pode moldar o intencional,
Como aprisionar a alma das palavras ?
Como fingir o que o corpo quer falar, imperativo assim como o desejo.
Ainda tenho a alma de tudo o que escreves em mim, 
Tive o que foi transcrito.
Terei letras soltas para colocar na vida. Mas ainda assim elas serão etérias, como fumaça branca e transparente na tela da realidade,
A alma das palavras, somatizadas em mim são como a alma dos sentidos!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O sacrifício necessário

O voo foi apenas uma tentativa de aprender a voar, mas não houve volta
O desejo de não voltar foi maior do que o desespero por querer estar preso a ti, mãos acorrentadas.
Então voei e voei, e quando pensei em ti já estava longe demais. Então sacrifiquei o teu desejo dentro de mim, tornei-me EU Mesmo.
A tua voz, voz que acariciava, distanciou-se
A perda revelou-se em paciência
A espera acordou o sentir por dentro aos poucos
O sentir demasiado precisou ter paciência
Aquele amor conflituoso foi apenas um processo, um corpo para o sacrifício
O processo, amor, ainda é vivenciado em minha asas, enquanto a pressa foi-se embora. Foi necessário !
Hoje espero mais, deixo o sol se por em horas a fio e fico atento.
Quando o gosto chega ao meu paladar sinto e saboreio aos poucos.
O sacrifício de ti foi necessário para descobrir quem sou EU,
Aquele eu escondido, com letras miúdas, aquele eu não pintado,
Aquele eu ansioso e quase desesperado por ti.
Hoje eu aprendi a aceitar o tempo e também descobri que o sacrifício foi necessário.
Reconheço-me e tenho paciência. Teu amor foi verdadeiro, foi no seu tempo.
 E hoje sou Eu, a vida e o presente!
Peguei-me no voo e Tornei os ares, Sem aquelas mão sedentas por minha liberdade!


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Quando as bocas se encontram


Quando não se pode negar ,
aproxima-se com a boca entreaberta e ...
Então as bocas sedentas se encontram meio que indecisas,
Deliciam-se, misturam-se as saliva, as línguas, tudo vira uma grande loucura, doçura !
As palavras em volta se confundem: espanhol, chinês ou português... Nada se compreende direito,
Quase um conto de fadas da china...
Onde uma faísca  acende a lamparina,
Enquanto o mel derrama da boca e a outra procura,
as línguas esquivam-se, embolam-se,  provocam-se,
em Si, quase dizendo sim, não fosse todo o esforço por se perder na boca de outrem.
Alguém que faz uma coisa louca com a boca,
Uma delícia,
malícia,
Coisa maravilhosa que vicia, a tua boca Macia,
Boca que tem uma saliva quente e doce,
Boca suculenta que quer ser devorada,
molhada, sugada,
Boca,
A tua boca, uma delícia....
Queria entender o que existia em minha volta, Por um segundo tudo parecer estar fora do ar,
falta de ar, e tudo volta a se beijar novamente, Quase um conto de fadas da china, menina,
Boca intensa ardente me beija, e tudo fica em silêncio

sábado, 3 de dezembro de 2011

Tinta na tela


Tinta na tela, pele branca riscada de tinta preta,
Tela pintada de escuro no olhar,
Boca macia e indecisa,
Boca marcada de batom quase apagado,
você desenhada em sombras e eu me deliciando na sombras e sobras do seu mistério,
Imaginando (...) Beijo que encontra a boca depois do rosto tocar (...) Coisa remexendo dentro da barriga,
Coisa que você me faz...

Você aí deitada, pensando
Você aí pensando em viver ou se despedir,
Enquanto isso a sombra maliciosa cobre seu corpo e meus olhos aqui, curiosos, mirando os teus pintados...
olhos demarcados, boca pintada, sorriso de quem gosta de ser mirada...
E eu, aqui, querendo ser com você.

Minha tela pintada de realidade.
Minha arte desenhada na pele nua,
Minha musica que insiste em sair da inspiração,
Você, minha sensação de está quase completo.
Você, tinta na tela, e eu aqui, diante de ti...




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A palavra que me tomas


São tuas as palavras, Apesar de saírem de minha boca.
Minhas palavras são menos letras do que vontade de um pensamento,
São para te enfeitar, para te deixar em agonia, para te devorar, para te saciar...
São fluidas como um suor que brota da pele.
São fortes como a dor e intensas como a agonia,
São excitantes quando tocam teus ouvidos sussurradas, quentes e prazerosas,
São o encontro do verbo com o sujeito, Querer o desejo!
A palavras é: fulgor, tremor, dor, Sabor, odor, Agonia, Culpa, coragem, escritos em Sim!
E o pensamento se faz Claro aos olhos que acham que a realidade é o próprio mistério escrito nos signos, Apenas signos, uma vez, escritos em palavras.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Odara





O belo, Iorubá.

Dança, Explicíta o que és Odara: sensual te perdes na dança, sexual te impões a lança.
Afro Amor, Instintivo despudor, Canção do impulso, dança do corpo impuro, puro, caçador, devorador...
Odara, Odara, Odara, o canto se repete, os pés batem o chão em sintonia, os tambores incitam a dança.
tu pá, tudu pá, tu tru pá... os quadris se remexem, Odara
tu pá, tudu pá, tu tru pá.. o suor corre o corpo negro, Odara
tu pá, tudu pá, tu tru pá.. A mulher fantasiada se despe, Odara
tu pá, tudu pá, tu tru pá.. O homem com vigor se lança, Odara
tu pá, tudu pá, tu tru pá.. A pele se arrepia e inflama, Odara
tu pá, tudu pá, tu tru pá.. A racionalidade pede licença e sai cabisbaixa, Odara
tu pá, tudu pá, tu tru pá.. A voz firme Grita e experiencia: ODARA, ODARA, ODARA.
Os corpos se envolvem, o suor desmaquila, os pudores se desvestem, os olhos tomam ares de sedução,
O corpo dança e dança, Odara... 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Uma Leve impressão sobre liberdade



As vezes acho que a liberdade é apenas um conceito, Quiçá uma essência perfumada dissolvida no ar, algo que é impalpável. Aquilo que é procurado por nossos sentidos, mas quase nunca encontrado. Pois é, as vezes fico angustiado por ver que a demanda social por nossa liberdade e por nossos desejos é capaz de secar a fonte de desejos que habita em cada um ao  ponto de nos tirar as chances de liberdade que estão tão próximas de nós, porem de forma potencial. Então o que é a neblina ainda visível no amanhecer se dilui com a manhã, entardecer e anoitecer. Alguns de noite encontram neblinas também, mas dizem que só de madrugada quando todas as vozes se calam, então surge do ar a neblina para envolver a natureza, a natureza indomável onde mora a liberdade.
As vezes em meio as pessoas fecho os olhos e tento esquecer de tudo em volta, tento não pensar em nada, ouço uma musica e deixo seu som tomar a madrugada de meu ser, meu momento de calar as vozes e refletir, aí a musica invade meus sentidos ao ponto de me arrepiar. Quando sinto que além de minha audição os outros sentidos se embriagam na essência da musica tenho uma leve impressão sobre liberdade.